segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Futebol infantil





Durante o aquecimento dos goleiros, o nome dele foi ouvido em uníssono: "Ga-ti-to, Ga-ti-to". Cumpriu bem o protocolo de revezar com Diego Cavalieri aos esforços demandados pelo preparador Flávio Tênius. Concentrado, espichou-se ao máximo. Deu um sorrisinho de canto de boca e um modestíssimo aceno aos torcedores. É o ídolo atual. Único. Solitário como a estrela do escudo, o mais bonito do mundo. E a responsabilidade, cá pra nós, lhe cai como uma luva.
Da aquecida arquibancada do Moacyrzão, ontem, em Macaé, iluminada por um sol fortíssimo mesmo no finzinho da tarde, outro grito ecoou assim que os demais jogadores pisaram o gramado pela primeira vez na temporada: "Ah, é Zé Gatinha... ah, é Zé Gatinha". Um tímido rapaz tatuado, de bigode ralo, demorou para agradecer ao deboche. Primeira contratação para o ano, chegou ainda em 2018 implorando para ser chamado de Alessandro, nome de batismo.
Gatito quer ser Gatito mesmo. O paraguaio espetacular, de defesas milagrosas, que por muitos instantes fez com que o ausente Jefferson não deixasse a torcida órfã embaixo das traves. Zé Gatinha, não. Quer engavetar o curioso apelido pelo qual ficou conhecido nos pequenos times por onde passou. Talvez não tenha consciência de que nem sempre é fácil apagar o passado. A borracha do tempo deixa rastros grudados no imaginário coletivo. Mudar exige paciência. Muita.
Contra a Cabofriense, Gatito encabeçou a escalação. Zé Gatinha estreou no banco. Duas realidades tão distintas que só se entrelaçaram na saudação dos aficionados botafoguenses. Esses cantaram, pularam, tremularam bandeiras... Mas, no fundo, confiam, mesmo, é no goleiraço. E quando o camisa 1 tem a idolatria mor, algo parece não andar bem com os outros dez que o acompanham quatro linhas adentro. Ainda mais quando foram escalados, juntos, pela primeira vez na vida.
Bola rolando e, o que se viu, foi a equipe da Região dos Lagos bem preparada fisicamente. Entrosada, também. Pressionou no início. Bastante, até. Parecia jogar em casa, embora só tivesse o mando de campo. O Botafogo demorou até se encontrar. Houve espasmos durante o primeiro tempo. Como o gol de Luís Fernando, que abriu o placar e, novamente, a cantoria da galera. Que só voltou a se empolgar com... Gatito!!! Duas grandes defesas e o nome ecoado de novo.
Os praianos não deram sossego até empatarem, com um centroavante "Gladiador". Na etapa final, uma bola na trave, de Helerson, no começo, e outra de Alex Santana, no fim, geraram as únicas alegrias. Anderson Rosa virou. Rincon alargou o placar para uma equipe que também tem Valderrama. Parecia a Colômbia dos bons tempos. Resta esperar pelo que virá. De preferência, com a ingenuidade da criança que torce amparada pelos ombros do pai.
Texto e fotos: Álvaro Marcos Teles

sábado, 5 de janeiro de 2019

A maldição botafoguense

Já virou clichê dizer que “o botafoguense é o torcedor mais supersticioso do mundo” e que “há coisas que só acontecem com o Botafogo”. Isto todo mundo sabe. Mas o que muita gente pode não saber é que existe uma “Maldição Botafoguense”. A tal “Maldição Botafoguense” é usada pelos torcedores do Botafogo quando algum jogador que saiu pela porta detrás do clube acaba se dando mal em outro time.

Mas talvez o que o próprio torcedor do Botafogo não saiba é que a “Maldição Botafoguense” pode ser aquele feitiço que às vezes se vira contra o feiticeiro. Estou falando isto porque hoje assistindo pela televisão a um jogo do Botafogo pela Copinha um lance chamou a atenção de todos, que foi uma sequência de jogadas artísticas de um jogador adversário, que descontrolou o time do Botafogo, que acabou levando o gol e tendo um jogador expulso justamente por uma entrada violenta no mesmo jogador que cometeu o que pode ser considerado um abuso.

O que quero dizer é que seria muito fácil cair em falso moralismo e dizer que o jovem jogador da equipe que enfrentou o Botafogo praticou um excesso. Mas esta seria uma tremenda contradição vinda de um botafoguense, que tem como um de seus maiores ídolos o endiabrado Garrincha, que atormentou incontáveis “Joões” com seus dribles humilhantes. É possível que o Botafogo esteja pagando pelos “pecados” de Garrincha. Afinal, quem tanto tripudiou agora sofre eternamente o mal do ressentido.

E o que dizer das palhaçadas de Túlio Maravilha, zombando com seus nomes de gols e comemorações? E a cavadinha de Loco Abreu, um herege a provocar a sanha da maior torcida do Brasil? Por estas e outras que o Botafogo começa seus jogos pensando não em ganhar, mas em não perder, como cantado no hino, o qual Seedorf quis mudar. Porque para o botafoguense vale o que Darcy Ribeiro disse em “O povo brasileiro” sobre o que esperava da nova civilização brasileira: “Mais alegre, porque mais sofrida. Melhor, porque incorpora em si mais humanidades”.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Bruno Silva, o cara e a cara do Fogão!


Foto: Divulgação/Botafogo

Destaque da Chapecoense na Série A de 2015, o volante Bruno Silva chegou para reforçar o Botafogo no começo da temporada de 2016. De lá para cá, o clube carioca fez 126 partidas somando amistosos e competições oficiais. O incrível é que Bruno Silva esteve presente em 100 desses compromissos, ou seja, em 80% dos jogos do Fogão.

A centésima partida de Bruno Silva teve um gosto especial para o camisa 8, afinal, de virada, o Botafogo superou o Coritiba por 3×2 em pleno o estádio Couto Pereira. Com o resultado positivo, o time da estrela solitária entrou no G-6 da Série A e novamente Bruno Silva contribuiu para o resultado positivo com uma assistência, a décima dele pela equipe alvinegra. “Foi um resultado importantíssimo, que nos colocou no grupo de classificação para Libertadores, que é uma meta do clube para o próximo ano. Nosso time entendeu e gostou muito de participar da competição neste ano, foi uma bela campanha, e para 2018 queremos e temos condições de irmos ainda mais longe. Esse grupo merece”, garantiu Bruno Silva, que tem no Avaí o clube que mais defendeu na carreira com 130 compromissos.

Bastante identificado com o clube e a torcida, Bruno Silva não esconde a emoção de estar escrevendo uma bonita história com a camisa botafoguense. “Vivo meu melhor momento da carreira e fico feliz e honrado de estar sendo no Botafogo, uma camisa tão grande e respeitada no futebol mundial. Quero continuar tendo uma boa passagem por aqui e escrever mais capítulos bonitos dessa história”, enfatizou o camisa 8.

Com a camisa botafoguense, Bruno Silva não é destaque apenas na presença constante entre os titulares. Mesmo sendo um volante, ele tem chamado atenção pela participação ofensiva. Além das 10 assistências, Bruno Silva já anotou 13 gols pelo clube carioca. “Eu tenho a cara desse time do Botafogo. Desde o trabalho com o Ricardo Gomes até agora com o Jair Ventura. Ambos sempre me deram muita moral e o jeito da equipe jogar é como eu gosto. Minha característica principal é a marcação e pegada e isso é símbolo desse Botafogo. Mas, futebol não é só defender, tem que atacar para buscar a vitória. Tenho essa liberdade de chegar mais a frente e estou sendo abençoado com gols e assistências”, finalizou.

Números de Bruno Silva pelo Botafogo:

100 jogos – 46 vitórias, 24 empates, 30 derrotas, 13 gols e 10 assistências

Fonte: Assessoria

terça-feira, 26 de setembro de 2017

O Botafogo e os botafoguenses se apaixonaram pela Libertadores

Foram sete meses e 19 dias de um amor intenso. A relação do Botafogo e sua torcida com a Copa Libertadores foi forte o bastante para deixar uma cicatriz no peito de cada jogador, comissão técnica, diretoria e torcedor. Uma dor imensa com a eliminação e, por ora, o fim do sonho do título inédito que elevaria o clube à galeria dos grandes campeões da América.

Virou clichê dizer que muitos não acreditavam. E não acreditavam mesmo. Desde a Segunda Fase, a chamada Pré-Libertadores, começou uma linda história de superação da desconfiança até mesmo de sua própria torcida, acostumada a desconfiar de tudo e de todos. O Niltão lotado em cada jogo em casa. Heróis improváveis como Pimpão, artilheiro do time na competição; e Gatito, que chegou a ser contestado no início após algumas falhas.

Alguns saíram pelo caminho, casos dos meias Montillo e Camilo e o atacante Sassá. Perdemos por contusão Aírton, autor do nosso primeiro gol na Libertadores 2017, um cartão de visitas e tanto. De sofrimento em sofrimento, fomos passando de fase e por momentos de intensa alegria. Foram várias as noites em que ficamos sem dormir depois de uma classificação emocionante. Guilherme se tornou amuleto. João Paulo marcou seu primeiro gol. Era um Botafogo diferente, que alegrava a gente.

O tal Botafogo que a gente gosta, que a gente conhece, cantado sempre que esse Botafogo travesso nos surpreende para o bem. Mas uma nova música surgiu nos estádios. Além do Niltão, no Chile, Paraguai, Argentina, Colômbia, Equador e Uruguai. E embalou os corações apaixonados dos botafoguenses. “Não se compara...” Realmente, esse Botafogo foi incomparável. 14 jogos e uma campanha de campeão. Em 2018 certamente tem mais. Com um desfecho diferente. Com festa, papel picado e taça levantada. Porque depois desse namoro estonteante, bem que merecemos ser correspondidos por esta paixão arrebatadora. Um caso de amor como esse merece um final feliz!

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Wilton Pereira Sampaio será o árbitro de Flamengo x Botafogo nesta quarta-feira pela semifinal da Copa do Brasil

O árbitro Wilton Pereira Sampaio foi sorteado nesta segunda-feira pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para apitar o jogo da volta da semifinal da Copa do Brasil entre Flamengo e Botafogo nesta quarta-feira (23), às 21h45, no Maracanã.

Wilton Pereira Sampaio apitou no Brasileirão de 2017 a partida Botafogo 1 x 1 Atlético Mineiro, no estádio Nilton Santos, no dia 9 de julho. Na ocasião, o árbitro marcou um pênalti para o Atlético Mineiro num toque de mão involuntário do zagueiro Emerson Silva, que foi defendido pelo goleiro Jefferson.

No final do 2º tempo, Wilton Pereira Sampaio marcou um pênalti para o Botafogo em jogada de Marcos Vinicius, que entrou na área e foi empurrado. O atacante Roger perdeu a cobrança, defendida pelo goleiro Vitor, mas no rebote marcou o gol que decretou a igualdade no placar. Final: 1 a 1.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Botafogo empata com o Coritiba em 2 a 2 em casa pelo Brasileiro Sub-20

Time saiu atrás no placar com um gol de pênalti inexistente, mal marcado pela árbitra. Partida, realizada nesta quinta-feira (17) no Niltão, virou 1 a 0 para o Coxa. Alvinegro chegou ao empate no início do 2º tempo com um golaço do atacante Igor Cássio, que dominou no peito uma bola que sobrou pelo alto e chutou sem deixar cair. O adversário voltou a ficar na frente aproveitando falha do zagueiro Marcão. Igor Cássio, novamente, de pênalti, também inexistente, marcado pela árbitra para compensar, estabeleceu a igualdade. Final: 2 a 2.

Com o empate em 0 a 0 no outro jogo do grupo, entre Grêmio e Atlético-PR, Botafogo e Coritiba dividem a liderança com 1 ponto, saldo 0 e dois gols pró. O Botafogo volta a campo na quinta-feira (24), às 19h30, para enfrentar o Atlético-PR na Arena da Baixada, com transmissão do Sportv.

domingo, 6 de agosto de 2017

Decisão quinta com o Nacional pela Libertadores será transmitida pelo Sportv

O jogão de quinta-feira (10), às 19h15, no Niltão lotado, será transmitido pelo Sportv.

O Botafogo venceu a primeira partida no Uruguai por 1 a 0.

Qualquer vitória ou empate classifica o Botafogo.

Derrota por 1 a 0 leva a disputa para os pênaltis.

Derrota por 2 ou mais gols, classifica o Nacional.

O confronto garante vaga nas quartas-de-finais.

Quem passar enfrenta o vencedor de Grêmio e Godoy Cruz, da Argentina, que se enfrentam um dia antes no mesmo horário na Arena do Grêmio.

Assim como o Botafogo, o Grêmio venceu a partida de ida fora de casa pelo placar de 1 a 0.