domingo, 5 de abril de 2015

As coisas no seu devido lugar

Foto:  Bruno de Lima/O Dia
Neste domingo (5), o Botafogo enfrentou um adversário bem armado e que no 1º tempo dominou a partida, criando várias oportunidades, algumas delas que esbarraram em defesas do goleiro Renan. O gol do Madureira saiu de uma cobrança de pênalti inexistente em que o atacante deles se jogou. O árbitro Índio complicava o jogo para o Botafogo, deixando de marcar várias faltas para o Alvinegro. Bill pediu pênalti num lance, mas também não considerei penalidade, apesar do comentarista de arbitragem da Globo ter dito que os dois pênaltis existiram. O narrador Luís Roberto lamentava ataques desperdiçados pelo Tricolor Suburbano numa clara torcida para o time pequeno. Chegou a dizer que o Madureira “fazia uma partida de almanaque”. Júnior comentava que o Botafogo estava encrencado.

Veio o 2º tempo e o Botafogo tratou logo de colocar as coisas no seu devido lugar. Bill recebeu falta na entrada da área, que Carleto bateu bem forte no canto direito do goleiro. Era o empate do Botafogo! A força do chute de Carleto foi um metáfora para a maneira como o time havia voltado do intervalo. A equipe demonstrou bastante vontade de ganhar. Afinal, não vencíamos há três jogos. Foram três empates seguidos nas últimas partidas, duas pelo Carioca e uma pela Copa do Brasil. A virada veio depois de uma blitz e um escanteio em que Renan Fonseca se deslocou bem e cabeceou para o fundo das redes. Logo depois Fernandes, que entrou muito bem e mudou a cara do jogo, com o Botafogo ganhando o meio, marcou com um chute colocado no canto. Fernandes ainda seria decisivo ao chegar bem à frente como homem surpresa e em rebote de Bill ser derrubado na área. Luís Roberto perguntou a Marsiglia se ele “conseguiu ver pênalti”. Absurdo. Penalidade máxima claríssima bem cobrada por Bill. E virou goleada. Um jogo em que o Botafogo mostrou quem é quem. Com o resultado o Glorioso segue na briga pelo título da Taça Guanabara e já se garantiu nas semifinais do campeonato.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Dia das Verdades

Foto: Lancenet
O Botafogo manteve a invencibilidade com o xará da Paraíba, com a camisa cinza, Bill voltou a marcar, mas o tabu em estreias na Copa do Brasil continua. Agora são sete jogos na história sem nunca perder para o Botafogo da Paraíba. São cinco vitórias e os dois empates foram justamente nos dois jogos oficiais. De quebra, o Botafogo levou para casa mais um troféu, uma fidalguia do anfitrião, que no ano passado teve as relações com o “pai” estremecidas pelo adiamento de um amistoso, o que foi contornado pela diretoria atual do clube do Rio de Janeiro, que prometeu devolver a quantia paga pelo clube nordestino.

O Botafogo também continua sem perder com sua quarta camisa, a cinza, com a qual jogou duas vezes no Brasileirão do ano passado. Em meio ao caos que foi o ano de 2014, alguma coisa boa teve, que foi esta invencibilidade, mesmo que de apenas dois jogos, agora três, com esta camisa, que precisa ser mais utilizada pontualmente. No entanto, continuamos sem vencer em estreias na Copa do Brasil. A última vitória em estreias na competição foi em 2010.

Sobre o jogo e o time, destaque para a boa partida do Elvis - ao que parece, por ora, achamos um armador. Giaretta também esteve bem novamente. E Luís Ricardo mostrou qualidade. Tomas melhorou no segundo tempo, quando jogou pela direita e teve importante papel tático, voltando para marcar. Bill fez dois gols, mas continua brincando muito, assim como Jóbson, que visivelmente perdeu o foco.

Renê mexeu bem no intervalo tirando Murilo – espero que seja a última oportunidade dada a ele, que já provou que não vinga mais – e o menino André, que perdeu um gol feito e já não causou boa impressão.

Arão entrou mal. Fernandes alguns lampejos. O garoto Jean se escondendo do jogo. A zaga ainda insegura. Como o Botafogo adora tomar mais de um gol de um mesmo jogador.

O jovem Alisson, moleirão, falhou no primeiro gol e saiu contundido. Há males que vêm para o bem.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Giaretta eleito o craque da rodada na Rádio Globo

Giaretta com Arão, os melhores do Botafogo neste domingo
Com os votos do botafoguense Eraldo Leite e do americano Dé, que já foi jogador e treinador do Botafogo, Diego Giaretta foi escolhido o craque da 13ª rodada do Carioca na Rádio Globo RJ AM. Um outro radialista votou em Gabriel, do Flamengo. 

Giaretta atuou improvisado de volante. Eraldo Leite destacou que o jogador não teria feito faltas. Mas deve ter se esquecido de um lance já no finzinho do jogo, em que ele se enroscou com Guiñazú e acabou tendo de sair de campo, deixando o Botafogo com um a menos numa jogada de perigo em que a bola foi alçada na área e tirada por Carleto. Mas no todo, Giaretta foi muito bem, se antecipando às jogadas, saindo para jogo e chegando à frente. 

Tanto para Eraldo Leite quanto para Dé, Giaretta foi uma grata surpresa. Dé chegou a afirmar que o Botafogo encontrou seu meio campo e sugeriu que se escale o Giaretta com o Marcelo Mattos, os dois como os primeiros homens, com Willian Arão mais adiantando e, possivelmente, Diego Jardel flutuando e encostando no ataque. Outras opções são Tomas Bastos, que vem sendo titular; e Elvis, que estreou bem no clássico ontem.

domingo, 29 de março de 2015

Tá ruim, mas tá bom

Antes mesmo da Semana Santa, provei um bom prato de bacalhau, muito bem feito pela minha avó materna, a botafoguense Neusa. Mas o jogo começou com o Vasco partindo prá cima e melhor. O Botafogo equilibrou as ações, criou algumas oportunidades, que foram desperdiçadas, mas o Vasco voltou a ficar melhor na partida e conseguiu o seu gol num lançamento pelo lado esquerdo da defesa do Botafogo nas costas de Carleto. Roger Carvalho não sei se tentou cobrir a marcação ou se tentou sair para deixar o adversário em impedimento, mas o certo é que falhou e deixou o atacante deles livre para marcar.

No intervalo fui para a casa dos meus pais levar minha avó, que foi na minha casa ver a bisneta mais nova. Júlia parece que vai ser mais botafoguense que Luiza. Fica olhando para a tatuagem do escudo no meu peito. E onde vê a estrela solitária espalhada pela casa fica toda alegre. Quando alguém faz um gol, como a seleção com Jéfferson hoje, eu grito: Gooooool! Do Botafogo! Ela sorri e tenta falar alguma coisa. Pois bem, se no primeiro tempo não tivemos sorte, decidi ver a segunda etapa na casa dos meus pais. E assim que minha avó se dirigiu à sala para sentar no sofá e ver o jogo com a gente – minha irmã e meu pai – o Botafogo conseguiu o gol de empate com Roger Carvalho, que se redimiu e marcou de cabeça após cobrança de escanteio pelo lado direito do ataque.

O time havia melhorado com a entrada do estreante Elvis, que deu mais movimentação no meio e melhorou o toque de bola da equipe. Tássio também entrou no lugar do inoperante Bill, mas se machucou e ficou fazendo número em campo. Isto porque Roger Carvalho sentiu e saiu para dar lugar a outro estreante, Alisson. O tão cobrado giro do elenco foi promovido pelo técnico Renê Simões. E agora sim vamos conhecendo o que temos. Diego Giaretta, que ganhou tudo, foi o melhor em campo. Willian Arão mais uma vez muito bem. Jóbson mal. Enfim, o empate acabou sendo um bom resultado diante de um adversário direto num jogo aberto em que poderíamos tanto ter vencido como perdido.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Consultor de marketing sugere a compra do Botafogo

O consultor de marketing esportivo, Erich Beting, em entrevista à Placar comemorativa pelos 45 anos da revista, sugeriu que o Botafogo poderia ser comprado por um investidor. O especialista citou o clube, que está na Série B, como exemplo para no caso de algum milionário ter interesse em adquirir uma equipe brasileira. Ao que parece, a legislação só permite que sejam comprados clubes que estejam em divisões inferiores. A reportagem abordava a compra, por um brasileiro, do Orlando City, time de Kaká, dos Estados Unidos, a liga que mais cresce no mundo.

Garrincha em Copa


O craque Garrincha, o maior driblador de todos os tempos, foi figura marcante em duas Copas do Mundo, principalmente na de 62, na qual praticamente sozinho levou o Brasil ao título, carregando o time nas costas. O anjo das pernas tortas virou um ícone do futebol, reconhecido em todo o mundo. Mas seu compadre Nilton Santos costumava dizer: "Vocês conhecem o Garrincha da Seleção. Mas o que eu o vi fazer com a camisa do Botafogo foram coisas mais geniais ainda"! E foi com a camisa do Botafogo que Garrincha foi retratado pelo ilustrador Sattu para a reportagem da Revista Saúde deste mês de março sobre as manias ou modas saudáveis que o Rio de Janeiro popularizou entre os brasileiros. Num cenário mais habituado a outro craque do Botafogo, Heleno de Freitas, a charmosa Copacabana, Garrincha foi desenhado caminhando no calçadão. Uma bela imagem, que condiz com o charme do Botafogo!

quarta-feira, 25 de março de 2015

Estava bom demais para ser verdade

Caiu a ficha!
Estava demorando. Mais cedo minha cunhada tricolor falou: “Já pensou se o Botafogo perde para o Barra Mansa”? E eu retruquei: Tá doida! E ela complementou: “Pode acontecer”. Meu pai, que chegou exatamente no intervalo para ver só o péssimo 2º tempo, teve uma má impressão e decretou: "O Botafogo não costuma ganhar estes joguinhos contra time pequeno". E no que fui me preparando. No lance da falta, que resultou no gol do empate do Barra Mansa, senti o gol. Pensei comigo: Ainda bem que foi agora. Ainda dá tempo de desempatar. Eis que surge um pênalti, até certo ponto bem marcado. Mas o Botafogo se recusa a ganhar jogos sem merecer. Minha mãe diz: “O goleiro tá com cara de que vai pegar “. E não é que o Bill perdeu. Logo ele que durante a semana brincou exatamente com uma cobrança de pênalti e prometeu gol, como para o clássico contra o Flamengo, no qual também não fez e desde então deixou de marcar. Chuta que é macumba! 

Depois o mesmo Bill perderia um gol de frente para o gol. Demorou a chutar e permitiu o desarme do adversário. Por falar em desarme, o maior “ladrão” de bolas do campeonato é Willian Arão, que ainda assim ainda não levou cartão e hoje foi mais uma vez bem. Se alguém passou incólume em mais uma partida apática do time, este foi Arão. E por falar em cartão, justamente os outros dois volantes, Marcelo Mattos e Fernandes, este que jogou improvisado na lateral direita nesta quarta, levaram o terceiro cartão amarelo e estão fora do clássico contra o Vasco domingo. E por falar em lateral, o garoto Jean esteve muito bem, principalmente no 1º tempo, no apoio – cruza bem – e na marcação. Na 2ª etapa, sentiu câimbras e foi substituído. Por falar em substituições, as mudanças de Renê, como o próprio treinador reconheceu, não surtiram efeito. Pelo contrário, pioraram o time. Murilo provou que não tem condições de vestir a camisa do Botafogo. E Gegê, que até tem uma função tática – volta para marcar – mas no que deveria ajudar, que é na criação, não produz nada de mais útil, só arruma algumas faltinhas no seu já tradicional cai cai. E para terminar, por falar em Renê, o técnico deu um chute no estômago no torcedor ao declarar à imprensa que “a liderança pesa”. Hoje tivemos um choque de realidade.