domingo, 15 de maio de 2016

Baixa qualidade técnica

Só depois de terminado o jogo que fui perceber que eu estava com o short de trás para frente.

Usei também uma camisa de treino que nunca tinha usado. Não deu sorte.

Mas faltou mesmo foi competência para o time do Botafogo.

Mais uma vez demos uma de México. Jogamos como nunca, perdemos como sempre.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

O Botafogo é um milagre

Com apenas duas derrotas na temporada, as duas para o Vasco, nenhum tropeço contra equipes menores no Estadual, apenas um empate em casa contra o modesto Coruripe na Copa do Brasil, o Botafogo vai, podemos dizer, levando. O time não enche os olhos, não chega a convencer, mas mantém uma regularidade que surpreende os desavisados. Afinal, o Botafogo não conta só com jogadores desconhecidos e garotos.

Vale lembrar que temos o até pouco tempo goleiro titular da seleção, Jefferson. Na lateral direita, um jogador como Luís Ricardo, que poderia ser titular em qualquer equipe do Brasil. Uma zaga experiente, com o argentino Joel Carli e Emerson Silva, que jogou muito bem no Coritiba e teve uma passagem no Atlético Mineiro. Sem contar a revelação Emerson Santos, zagueiro técnico, cobrador de faltas. Na lateral esquerda, temos a grata surpresa Diogo Barbosa, habilidoso, confiante, que está contundido, só volta em quatro semanas; e deu lugar a Victor Luís, contratação vinda do Palmeiras, aprovada pela corneteira torcida botafoguense que foi bem avaliado na estreia, tendo mostrado personalidade e audácia.

No meio, temos Aírton, que endurece sem perder a ternura. Bruno Silva, que chega bem à frente, tem um bom chute. Rodrigo Lindoso, joga o simples e faz a bola andar. Gegê, jovem que ainda não estorou, mas que já demonstrou ter qualidade. O uruguaio Salgueiro, voluntarioso, participativo, se movimenta, dá opções, faz jogadas, toca bem a bola, só falta caprichar nas finalizações. E ainda as crias da forte base alvinegra, Leandro Carvalho e Fernandes, bons jogadores. Falta-nos um camisa 10, meia clássico, que crie, saiba meter uma bola, deixar um companheiro na cara do gol. Para a frente temos Luis Henrique, Ribamar, Sassá, Neílton e, agora, Anderson Aquino. Faltando ainda um centroavante, camisa 9, matador, que decida.

Estão falando que vamos brigar para não cair. Não acredito. O comentarista José Trajano disse segunda-feira no Linha de Passe, da ESPN: "Não existe certeza no futebol". A não ser que haja manipulação. Como podem afirmar que o Botafogo vai lutar contra o rebaixamento? Para tanto, é preciso apontar pelo menos 15 equipes melhores que o Botafogo. Façam este exercício. Se o Botafogo vai disputar o Z4, quais são as 15 equipes melhores que o Botafogo?

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Observações

Coloquei no canal que estava passando o jogo, lance de ataque do Botafogo e gol! Neílton. Início do segundo tempo, Salgueiro cobra falta, Lindoso desvia de cabeça e Emerson Silva testa para o fundo das redes e marca seu primeiro gol com a camisa gloriosa. Aliás trata-se um zagueiraço. Firme, sabe sair jogando. Muito diferente do seu companheiro de zaga hoje, Renan Fonseca, que agora estamos vendo o quanto é fraco. Gostei do Leandrinho, que se movimentou, deu muitas opções, fez algumas jogadas. Salgueiro participa bastante da partida, mas ainda peca na finalização. Neílton, apesar do gol, erra muito. Outro que gostei foi do estreante Victor Luís. Habilidoso e tem muita personalidade. Meu pai, um botafoguense calejado, pressentiu que o Botafogo levaria um gol, que saiu após falha do goleiro Hélton Leite, que aceitou uma cobrança de falta cruzada. E ainda tem quem critique Jefferson, que nesta quarta foi substituído preventivamente após sentir. Mas pela expressão dele no banco - estava sorrindo - não deve preocupar. O que preocupa é um jogador como este Marquinho vestindo a camisa gloriosa. Definitivamente, não tem condições. Luis Henrique que entrou muito bem, quase marcou numa bela cabeçada o gol que eliminaria o jogo de volta. Na minha opinião deveria ser titular.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Um tiro certeiro

Seria mais fácil torcer para outro time? Sim, seria. 
Talvez o aristocrático tricolor? Um pouco mais, só.
E adorar a cruz de malta? Também só um tiquinho a mais.
Juntar-se à mulambada, com a prerrogativa da maioria? Sim.

Seria mais fácil ter um time paulista? Sim, seria.
Poderia ser um altivo palestra itália? Claro, ó!
Ou o tricampeão mundial do Morumbi? Demais.
Ser alvinegro santista ou corinthiano? Bom pra mim.

Seria mais fácil adotar Minas ou Rio Grande do Sul? Sim, seria.
Grêmio, Inter, Atlético e Cruzeiro têm Libertadores. Que glória!
Que tal subir ao Nordeste? Mais intrigante e garboso.
Bahia, Vitória, Santa Cruz, Sport, Ceará ou Fortaleza? Pomposo.

Por que não adotar o caminho mais fácil? Porque eu não queria.
Passa pelo brilho sofrido da solitária estrela. Raríssima jóia.
Irracional e apaixonante preto-e-branco. Quê misterioso.
É aura que liga Garrincha a Ribamar. Tu és glorioso!

domingo, 8 de maio de 2016

Cenário desanimador

Pior do que a perda do título, mais uma vez para o Vasco, é a possibilidade de perder o técnico Ricardo Gomes, que revelou ter proposta do Cruzeiro, disse que vai se reunir com o presidente do Botafogo nesta segunda e que vai anunciar sua decisão na terça. O discurso foi meio que em tom de despedida. O elenco é fraco, os reforços que chegaram até agora não empolgam e sem um treinador que consiga tirar leite de pedra, fica difícil. Na quinta temos jogo pela Copa do Brasil contra o Juazeirense na Bahia. E no domingo, às 11 horas, a estreia no Brasileirão contra o São Paulo, que deve vir com time reserva pelo fato de estar na Libertadores.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Pressentimento

Jefferson vai se redimir. Botafogo vence domingo, leva a decisão para os pênaltis. E Jefferson pega uma ou mais cobranças. E vai calar os críticos. Esperem para ver.

domingo, 1 de maio de 2016

Final em aberto

O Botafogo jogou bem, podemos dizer que até melhor que o Vasco, que mais uma vez ganhou na experiência e na qualidade de seu melhor jogador, Nenê, que faz a diferença. Jefferson falhou, o que é uma raridade, portanto tem crédito e salvou em outras oportunidades. Sassá entrou com muita vontade, até demais e prejudicou a equipe com sua expulsão. Mas mesmo com um jogador a menos, o Botafogo teve a chance de empatar com Bruno Silva, que botou muita força na bola e chutou por cima. Mas pelo que o time mostrou hoje, temos sim condições de reverter o resultado, vencermos no próximo domingo e levarmos a decisão ao menos para os pênaltis.