domingo, 12 de setembro de 2010

Chegamos!!

Estava na estrada voltando para Macaé, portanto só vi o fim do primeiro tempo e o segundo inteirinho. E como valeu a pena!!Exibição competente e consciente do Botafogo contra o São Paulo.
Mortal!!!
Estamos subindo e o Flu caindo no meio de vaidades comuns num elenco milionário e sem controle. E como nosso elenco não é assim, acho que podemos começar a pensar em coisa melhor do que apenas a Libertadores. As mihas preocupações são as contusões que não param de aparecer e a não comemoração de Loco Abreu em seus gols. Eu que há uma semana não conseguia visualizá-lo no time titular, acho agora que ele não pode sair. Que Jobson e Somália se recuperem logo e que a contusão de Marcelo Mattos não seja grave.
Aí vai ser difícil segurar!!!

Vitória para confirmar a força do time

(Crédito: Cléber Mendes/ Lancenet)
Loco mostrou oportunismo e deixou o seu

Joel inventou mais uma vez. Com a contusão de Herrera, que sentiu a coxa, Joel insistiu com Fahel, de novo com a nove. Mas mais uma vez Joel deu sorte. E o time venceu. Marcelo Cordeiro e Marcelo Mattos se contudiram e tiveram de ser substituídos. Entraram Edno e Caio. Edno revezou-se com Renato Cajá- o melhor em campo, na lateral esquerda. Caio ocupou o lado direito e, apesar de muito afobado em alguns lances, foi importante para o time. Mostramos que temos elenco. Loco abriu o placar após Caio chutar em cima de Rogério Ceni. Depois Edno tabelou com Renato Cajá- que não pode sair mais do time, e tocou no canto esquerdo de Rogério Ceni. Final dois a zero Fogão, que chega aos 37 pontos e se aproxima dos líderes Corinthians e Fluminense. A torcida fez seu papel. Foi em peso ao Engenhão. E apoiou o time quando foi preciso. Com o resultado garantido, gritou até olé. Agora é nos prepararmos para enfrentar o Goiás quarta-feira, às 19h30, no Serra Dourada.

Agora é a hora

Preparando-se para o jogo contra o São Paulo no Engenhão - ainda não sei a escalação; mas quero dizer que a vitória hoje é de suma importância para as pretenções do Botafogo na competição. Com as derrotas de Fluminense e Corinthians ontem, o Fogão pode se aproximar da liderança. E deixar o São Paulo, que vem subindo, para trás na tabela. Espero que Joel não invente. E comece com Loco de início. Vamos torcer!

Botafogo bem servido nas categorias de base



Da TV Fogão vem a informação de que o Botafogo está bem servido nas categorias de base. Olhem só o vídeo que está no You Tube. Mostra dois golaços marcados na vitória de 3 a 1 sobre o Artsul, em jogo válido pelo Campeonato Carioca Juvenil. Os gols foram feitos por jovens revelações botafoguenses, os meias-atacantes Wellington e Matheus. O segundo é uma pintura ainda maior, com destaque para o lençol de lambreta.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Todo Mundo Loco

Todo mundo loco foi a frase repetida várias vezes por um narrador uruguaio quando Loco Abreu marcou aquele gol de pênalti com cavadinha contra Gana que valeu a vaga na semi-final da Copa do Mundo na África do Sul. Ontem depois de Loco marcar um gol com sua tradicional frieza, o narrador do PFC disse que para quem cobrou um pênalti daquela maneira numa Copa do Mundo fazer o que ele fez contra o Santos aos 45 minutos do segundo em pleno Pacaembu foi "fichinha".

Loco já vinha sendo tratado com desconfiança por alguns torcedores- e não me incluo nessa. Um chegou a dizer que ele não jogava nada. Logo contestei e disse que Loco era um ídolo. Ao ver o dvd do Campeonato Carioca neste final de semana pude comprovar o que Loco representa para o Botafogo. Nada mais nada menos do que o autor dos dois gols dos três títulos que conquistamos este ano.

A vitória "maíscula", como classificou o comentarista Noriega ontem ao final da transmissão, no mesmo palco onde fomos campeões em 1995, nos dá o direito de sonhar, como disse Álvaro Marcos, com o título. Por que não? Estamos há sete pontos do Fluminense e há quatro do Corinthians, que tem um jogo a menos.

O mais importante disso tudo é que o Botafogo volta a ser respeitado como time grande, que tem condições de chegar - e bem, na frente. Um time que marca em cima. Sabe trabalhar a bola. Com todos os defeitos de Joel, ele teve muitos méritos ontem, quando os três jogadores que colocou em campo participaram diretamente do gol da vitória.

Caio, que entrou mal e foi muito cobrado por Joel, que gritou com ele a todo momento, foi o autor do cruzamento, que caiu na cabeça de Edno. Este, que começu bem pela esquerda, depois sumiu do jogo- parece um pouco acima do peso, mas tudo bem. Emfim, Edno passou para Loco, que deu um toquinho por cima do goleiro e concluiu magistralmente, como um grande goleador sabe fazer.

O tão badalado Santos caiu diante de um Botafogo forte. Se os analistas já nos colocavam como candidatos ao título, agora vão respeitar ainda mais nossa condição de protagonistas num campeonato tão lngo, em que vencer é a garantia de se manter em cima. Desde que chegamos à Zona da Libertadores, que ora é G4, ora G5, ora G6 e que pode se tornar G3, não saímos mais.

Prá termirnar parafraseio o controverso Galvão Bueno: Ganhar é muito bom. Ganhar com gol de Loco é melhor ainda. Ah! Álvaro Marcos. Temos de tirar o chapéu para o Alessandro, que fez uma partida correta ontem. Foi incansável num jogo em que a vontade de ganhar foi fundamental.

Em alguns momentos percebi que o time parecia cansado em vista da forte marcação implantada por Joel. Os jogadores se dedicaram bastante taticamente e sofreram por isso. Mas no final veio a recompensa.

Agora sim, uma última coisa. Não adianta. Joel tenta achar um lugar para Fahel no time- ontem ele jogou com a 9, mas não tem jeito. O cara é muito fraco. Por favor Joel não invente. O time é esse que entrou contra o Santos, com o Loco no lugar do Fahel. O Renato Cajá, que fez uma boa partida, não pode sair do time.

E glórias para Jefferson, nosso goleirão salvador. E Leandro Guerreiro, perfeito.

Cadê o Neymar?

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Mais ousadia, por favor!

Ei, você, botafoguense: doeu ver esse empate do Grêmio, não foi? Dá vontade de xingar o Joel, o presidente, o Loco Abreu, o Maicosuel e até o Jefferson? Por que? Simples: todos são um só. Todos são o Botafogo. Não há de se conceber abrir vantagem de dois gols sobre um time como o Grêmio, bom só no papel, e baixar guarda a ponto de proporcionar igualdade no placar. Esse tal Jonas, que nos incomodou ano passado, voltou a fazer festa no Engenhão. Com os dois gols, chegou à vice-artilharia do Brasileirão, com oito. Bom pra ele, pior pra nós. Deixamos dois pontos ao vento gratuitamente. Farão falta no final, podem ter certeza disso. O Botafogo briga e vai brigar por vaga na Libertadores. Título? Só em sonho. Um fechar de olhos que permite vislumbrar time ofensivo, buscando o gol, abusado. E não essa equipe que faz um, até dois gols, e volta, covardemente, para o campo de defesa. Essa explicação de que perdemos vários gols, não me convence. Convincente seria uma postura mais ousada mesmo com placar favorável, o que não acontece ultimamente. Tenho a impressão de que Joel, em suas entrevistas, "joga pra galera" ao adotar o discurso que nos contenta, alegando ter pedido mais audácia. Joel é bom de microfone e de papo, mas, prancheta colada ao peito, cá pra nós, ainda sofre do mal comum à maioria dos treinadores: é feito de resultados, nem que por isso imponha ferrenha retranca. Continuamos sonhando, pés nas nuvens e coração fora de órbita.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Na leveza de Maicosuel

Sou de um tempo em que o sujeito via ou ouvia o jogo do time do coração. Ou fazia as duas coisas. Via pessoalmente, lá no estádio, na arquibancada - ou geral - de alvenaria. Quente feito caldeirão do inferno! Podia ouvir, também, radinho de pilha colado ao ouvido e trocando de posição na medida em que a orelha ficava dormente. Ou só ouvia, de casa, do carro, do trabalho, no motel, sei lá de onde... Mesmo balé aparelho-orelhas, fora o automóvel e o quarto dos prazeres, claro!

Veio o advento da TV. Ver e ouvir ao mesmo tempo, no conforto da poltrona. Chegou a época do “ler”. Sim, ler! Quem não dispõe de Pay-per-view, como eu, paga pela pobreza. E lê. Coisa do jornal do outro dia, antigamente. Lê no site preferido, em tempo real. O bônus é um vídeo ou outro, mostrando um lance aqui, ali... Como de costume, “li” o Botafogo hoje. Vitória diante do Grêmio Prudente, no 1x0 magrinho feito Maicosuel, autor do gol.

Podia ser mais pelo simples fato de Grêmio Prudente não ser nome de time. Prudente, não! Por favor. Prudente no futebol é o mesmo que freira no puteiro. Com todo respeito aos lados citados. Ano passado era Barueri. Trocou de cidade, mudou de nome. Já pensou se o Botafogo fizesse o mesmo na época do Caio Martins, em Niterói? Deus me livre! Time que muda de nome não é time nem na pelada de rua de paralelepípedo. Se não vira vôlei ou basquete.

O tal “Grêmio Prudente”, e faço questão destas aspas aí, pressionou com o arisco Henrique Dias. Jefferson, “São Jefferson”, “Selecionável Jefferson”, salvou. Ô goleirão que a gente tem, sô! Justiça seja feita: pelo que li, o primeiro tempo foi todo do “clube sem identidade”. Joel, sábio, mudou certo desta vez. Tirou Herrera, pôs Edno. Sacou Loco Abreu, lançou Renato Cajá. Loco reclamou, protestou. Louco! “Papai” deu bronca. Merecida.

Sem Jobson, nosso melhor jogador, creio indiscutivelmente, Maicosuel precisava assumir a postura de atacante veloz. O fez. Quem acioná-lo? Renato Cajá. Na leitura perfeita de Joel do xadrez prudente (ou seria prudentino?), veio o gol. Vieram os três pontos. Chegou o G-4. Sofrido, suado, como quase toda conquista alvinegra por menor e mais simplória que possa parecer. É assim. Sina. Adranalina. Paixão e amor. Desse jeito.

Que venha o Grêmio de Renato Gaúcho. Depois, Santos. Jobson de volta e já o São Paulo, na segunda rodada do returno. Três grandes clássicos, dois em casa. Caminhada difícil, adversários duríssimos. Prova de fogo que precisamos ultrapassar. Talvez seja um limite entre o razoável desempenho apresentado até agora, o bom time que temos e a grande meta que desejamos. Vinde, desafios! Que tenhamos força suficiente para suplantá-los.