sábado, 2 de agosto de 2014
Ex-Botafogo, Caio faz os dois gols da virada do Vitória sobre o Grêmio
Quem não se lembra dele? O xodó Caio, que fez gols importantes na campanha da conquista do Carioca de 2010, depois foi caindo de produção, sendo perseguido por parte da torcida, até ser negociado com o Inter. Agora ele está no Vitória e pela segunda vez consecutiva marca dois gols num só jogo. Neste sábado, no jogo das 21 horas, contra o Grêmio, o Vitória da Bahia alcançou a vitória (2 a 1) de virada em casa com dois gols de Caio, o primeiro de cabeça e o segundo aproveitando rebote em cobrança de pênalti desperdiçada por ele próprio. Caio chega aos 4 gols no campeonato. É o tipo de jogador que seria útil no Botafogo hoje, que precisa de um desafogo no contra-ataque. O estreante Rogério neste sábado ficou mais preso à marcação, voltando para ajudar marcando o lateral adversário. E o que se viu no 2º tempo foi mais uma vez um time lento no contra-ataque. Jogadores que saíram do Botafogo criticados, como Élkeson, entre outros, hoje fazem falta e vimos o quanto eram importantes. Até mesmo o Maicosuel que está no Atlético Mineiro, inclusive marcou seu primeiro gol na final da Recopa. Mas não vamos nos ater ao passado. O negócio é contarmos com o que temos à disposição. Temos mais um reforço, o peruano Ramírez, que pelo que vi nos vídeos, trata-se de um bom jogador, que pode nos ajudar.
Para readquirir o respeito
Quando me encaminhava para ver o jogo na casa do meu pai, este me contou que o comentarista Roger Flores disse que o Cruzeiro só precisaria jogar 50% para ganhar o Botafogo. Durante todo o jogo foi exaltada a posse de bola do Cruzeiro, próximo dos 60%, nem tanto disparate assim. Mas o que se viu foi um Botafogo jogando de igual para igual com o Cruzeiro, líder do Brasileirão e considerado o melhor time do campeonato. Um time que tem refugos do Flamengo, como o lateral esquerdo Egídio e os atacantes Marquinhos e Marcelo Moreno. E Roger insistia que qualquer jogador do Cruzeiro poderia estar na seleção. Triste realidade do futebol brasileiro. O Botafogo, com um Émerson mesmo à meia boca, um Carlos Alberto caricatura do que já foi, mas com um goleirão, este sim de seleção, Jéfferson. Bolatti, que já serviu à seleção argentina, fez um partidaço - prá mim o melhor em campo, junto de Gabriel - e sua saída fez o time cair de produção. O que eu quero dizer com isto tudo é que o Botafogo precisa ser respeitado - e espero que seja a partir deste resultado - como time, que só não está melhor devido aos problemas extra campo.
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Torcedor pede renúncia de Maurício Assumpção
Recebi do amigo Ricardo Mezavila, que participou comigo em 2011 do livro "A Magia do 7", uma carta aberta ao presidente do Botafogo, Maurício Assumpção. Carta esta que publicamos abaixo por considerar oportuna:
Senhor Maurício Assunção, não sou economista, apenas um torcedor, mas estou muito preocupado com a situação financeira que se encontra o Glorioso Botafogo Futebol e Regatas. Tornou-se notória a dificuldade que o clube atravessa, meus amigos alvinegros andam cabisbaixos, os amigos torcedores de outros clubes ainda estão gozando, pensam que estamos com um resfriado comum, ainda não entenderam que a doença é outra e pode levar o doente á óbito. Quando tiverem a verdadeira noção da realidade, acredito que serão solidários e deixarão as piadas de lado. Mas presidente essa carta é dirigida ao senhor que está no comando há dois mandatos e que precisa tomar uma providência de emergência. Se não sou economista tampouco sou assessor para assuntos políticos e administrativos, mas acredito que sua renúncia seria a melhor saída para que nós, botafoguenses, apoiássemos um levante coletivo pra salvar o Botafogo. Imagino que com sua saída o ambiente teria mais transparência, alguém de dentro do clube poderia assumir uma campanha pública de adesão dos torcedores. Ainda tenho minhas esperanças polidas por uma caneta abençoada do congresso, que dê uma última chance para que as dívidas com o estado sejam parceladas. O nosso ídolo Heleno de Freitas disse que o “Botafogo não é lugar de covardes”, então seja homem e renuncie ao seu cargo, não espere que alguns mais exaltados adentrem a histórica sede de General Severiano e tirem “simbolicamente” o senhor de sua cadeira. Tenha a grandeza de reconhecer que errou nas avaliações, nem vou comentar sobre corrupção porque não tenho provas apesar de tossir com tanta fumaça. Presidente, não podemos chorar pelo que não tem mais jeito, o ovo não volta mais para a galinha, a hora é de montar um rolo compressor e partir com tudo para cima das conseqüências das más administrações que o clube teve durante tantos anos consecutivos. A chave para ligar o motor que vai fazer girar a máquina compressora não pode estar em suas mãos, fique de fora desse processo porque nós estamos com muita disposição de mudar esse quadro. Como torcedor posso aderir ao sócio torcedor, comprar produtos oficiais do clube e ingressos para os jogos. Até posso vir a colaborar financeiramente em uma eventual campanha, mas isso se a presidência estiver imunizada da sua presença. Já disseram que o futebol é a coisa mais importante entre as coisas sem importância, mas quando um clube centenário que foi base das conquistas da seleção brasileira, que mais cedeu jogadores, que tem dois craques, Nilton Santos e Garrincha no time de todos os tempos da FIFA, passa por uma situação de falência quase irreversível, isso passa a ter uma dimensão imensa. O Botafogo está em nossas vidas desde sempre, não dá para imaginar o futebol sem a estrela solitária, não podemos virar museu. Senhor presidente, não sou economista, mas sou um torcedor apaixonado pelo meu clube, participei da coletânea de um livro oficial do Botafogo, A Magia do 7, com uma crônica em homenagem ao anjo de pernas tortas. O lançamento foi na sede, no Espaço Glorioso e foi um dos dias mais felizes da minha vida poder estar participando de alguma forma da vida do Botafogo de Futebol e Regatas. Senhor Maurício Assunção se tiver acesso a esta carta, peço que pense com carinho no que sugeri. Separe seus objetivos pessoais do Botafogo, não é crime atuar na política, mas reflita que milhões de homens, mulheres e crianças precisam da alegria e da saúde do Glorioso em campo.
Opinião do blogueiro: Por coincidência, conversei hoje com o amigo André, do Blog Opinião Botafoguense, e este me falou uma coisa parecida. Que o Maurício Assumpção deveria sair para dar lugar a outra pessoa, para que o clube respire novos ares, até a eleição em novembro. Este me informou ainda que existe uma petição pública pedindo o impeachment do presidente.
Senhor Maurício Assunção, não sou economista, apenas um torcedor, mas estou muito preocupado com a situação financeira que se encontra o Glorioso Botafogo Futebol e Regatas. Tornou-se notória a dificuldade que o clube atravessa, meus amigos alvinegros andam cabisbaixos, os amigos torcedores de outros clubes ainda estão gozando, pensam que estamos com um resfriado comum, ainda não entenderam que a doença é outra e pode levar o doente á óbito. Quando tiverem a verdadeira noção da realidade, acredito que serão solidários e deixarão as piadas de lado. Mas presidente essa carta é dirigida ao senhor que está no comando há dois mandatos e que precisa tomar uma providência de emergência. Se não sou economista tampouco sou assessor para assuntos políticos e administrativos, mas acredito que sua renúncia seria a melhor saída para que nós, botafoguenses, apoiássemos um levante coletivo pra salvar o Botafogo. Imagino que com sua saída o ambiente teria mais transparência, alguém de dentro do clube poderia assumir uma campanha pública de adesão dos torcedores. Ainda tenho minhas esperanças polidas por uma caneta abençoada do congresso, que dê uma última chance para que as dívidas com o estado sejam parceladas. O nosso ídolo Heleno de Freitas disse que o “Botafogo não é lugar de covardes”, então seja homem e renuncie ao seu cargo, não espere que alguns mais exaltados adentrem a histórica sede de General Severiano e tirem “simbolicamente” o senhor de sua cadeira. Tenha a grandeza de reconhecer que errou nas avaliações, nem vou comentar sobre corrupção porque não tenho provas apesar de tossir com tanta fumaça. Presidente, não podemos chorar pelo que não tem mais jeito, o ovo não volta mais para a galinha, a hora é de montar um rolo compressor e partir com tudo para cima das conseqüências das más administrações que o clube teve durante tantos anos consecutivos. A chave para ligar o motor que vai fazer girar a máquina compressora não pode estar em suas mãos, fique de fora desse processo porque nós estamos com muita disposição de mudar esse quadro. Como torcedor posso aderir ao sócio torcedor, comprar produtos oficiais do clube e ingressos para os jogos. Até posso vir a colaborar financeiramente em uma eventual campanha, mas isso se a presidência estiver imunizada da sua presença. Já disseram que o futebol é a coisa mais importante entre as coisas sem importância, mas quando um clube centenário que foi base das conquistas da seleção brasileira, que mais cedeu jogadores, que tem dois craques, Nilton Santos e Garrincha no time de todos os tempos da FIFA, passa por uma situação de falência quase irreversível, isso passa a ter uma dimensão imensa. O Botafogo está em nossas vidas desde sempre, não dá para imaginar o futebol sem a estrela solitária, não podemos virar museu. Senhor presidente, não sou economista, mas sou um torcedor apaixonado pelo meu clube, participei da coletânea de um livro oficial do Botafogo, A Magia do 7, com uma crônica em homenagem ao anjo de pernas tortas. O lançamento foi na sede, no Espaço Glorioso e foi um dos dias mais felizes da minha vida poder estar participando de alguma forma da vida do Botafogo de Futebol e Regatas. Senhor Maurício Assunção se tiver acesso a esta carta, peço que pense com carinho no que sugeri. Separe seus objetivos pessoais do Botafogo, não é crime atuar na política, mas reflita que milhões de homens, mulheres e crianças precisam da alegria e da saúde do Glorioso em campo.
Saudações Alvinegras
Ricardo Mezavila.
Torcedor (RJ)
Opinião do blogueiro: Por coincidência, conversei hoje com o amigo André, do Blog Opinião Botafoguense, e este me falou uma coisa parecida. Que o Maurício Assumpção deveria sair para dar lugar a outra pessoa, para que o clube respire novos ares, até a eleição em novembro. Este me informou ainda que existe uma petição pública pedindo o impeachment do presidente.
terça-feira, 29 de julho de 2014
Botafogo, meu amigo, irmão, filho querido, fica assim não, estou contigo
Um gordo com um capacete na cabeça chega suando na barbearia. Ele senta alvoroçado. E balbucia: “O Flamengo ganha do Botafogo quando quer”. Um rapaz chega já no início da noite e pergunta se ainda dá tempo de fazer o cavanhaque. O barbeiro diz que sim: “Senta aí”. O barbeiro interrompe o serviço para cantar uma de suas composições, que fala de traição.
O Botafogo, que tem como um de seus mascotes um cachorro, pode ser considerado a cachorra do Flamengo. Uma mulher de bandido, que apanha e está sempre pronta a apanhar novamente. E o amor do botafoguense, traído em seus sentimentos, vai deixando-o louco, perdido no tempo e no espaço, perambulando pelas ruas sujas do Centro, entre bêbados, bandidos, mendigos e prostitutas.
Um jovem senhor de rabo de cavalo, outro botafoguense, também não entende porque o Botafogo é assim. Mas é otimista. Num surto de falta de razão, acredita que o time poderá ganhar do líder, o melhor time do campeonato. E mostrando estar mesmo alucinado, concluiu que se não ganhar, será goleado. Existe alguma razão nisto?
E existe razão em torcer para o Botafogo? Um clube que ficou 20 anos sem conquistar um título. Existe alguma razão em continuar torcendo para o Botafogo, afundado em dívidas? Tudo que se lê sobre o clube causa depressão. Neste inverno frio de julho, quem será o louco de ir no Maracanã sábado?
Quem serão os loucos de continuarem sendo Botafogo? Se é que no futuro o Botafogo vai existir! Aliás, o Botafogo ainda existe? Ou é só lembranças de glórias passadas? Esta estrela solitária até quando vai conseguir brilhar sozinha na escuridão de um sonho de conquistas?
Botafogo. Ah, meu Botafogo. O que acontecestes contigo, meu amigo, irmão, filho querido? Vem cá, conte-me tudo, Botafogo! Tu és ou não és o Glorioso? Até podes perder, mas precisa também vencer. Acordar e viver!
Vive meu Botafogo. Levanta e se agiganta. Mostra sua força, suas lutas, sua história. Se o passado é de glórias e o presente de penhora, no futuro melhora. Botafogo, Botafogo, Campeão!
É o que queremos gritar! Prá todo mundo ouvir. Que te amamos! Acredite em nós.
O Botafogo, que tem como um de seus mascotes um cachorro, pode ser considerado a cachorra do Flamengo. Uma mulher de bandido, que apanha e está sempre pronta a apanhar novamente. E o amor do botafoguense, traído em seus sentimentos, vai deixando-o louco, perdido no tempo e no espaço, perambulando pelas ruas sujas do Centro, entre bêbados, bandidos, mendigos e prostitutas.
Um jovem senhor de rabo de cavalo, outro botafoguense, também não entende porque o Botafogo é assim. Mas é otimista. Num surto de falta de razão, acredita que o time poderá ganhar do líder, o melhor time do campeonato. E mostrando estar mesmo alucinado, concluiu que se não ganhar, será goleado. Existe alguma razão nisto?
E existe razão em torcer para o Botafogo? Um clube que ficou 20 anos sem conquistar um título. Existe alguma razão em continuar torcendo para o Botafogo, afundado em dívidas? Tudo que se lê sobre o clube causa depressão. Neste inverno frio de julho, quem será o louco de ir no Maracanã sábado?
Quem serão os loucos de continuarem sendo Botafogo? Se é que no futuro o Botafogo vai existir! Aliás, o Botafogo ainda existe? Ou é só lembranças de glórias passadas? Esta estrela solitária até quando vai conseguir brilhar sozinha na escuridão de um sonho de conquistas?
Botafogo. Ah, meu Botafogo. O que acontecestes contigo, meu amigo, irmão, filho querido? Vem cá, conte-me tudo, Botafogo! Tu és ou não és o Glorioso? Até podes perder, mas precisa também vencer. Acordar e viver!
Vive meu Botafogo. Levanta e se agiganta. Mostra sua força, suas lutas, sua história. Se o passado é de glórias e o presente de penhora, no futuro melhora. Botafogo, Botafogo, Campeão!
É o que queremos gritar! Prá todo mundo ouvir. Que te amamos! Acredite em nós.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Título é não cair
Faixa-resposta à apresentada pelos jogadores do Botafogo, ontem, na entrada do time em campo, no Maracanã, para enfrentar o Flamengo: "Um título brasileiro desde 1970; nenhuma Copa do Brasil, Libertadores ou Mundial Interclubes. Estamos aqui por amor ao clube, de passado tão glorioso, não por um bando de pernas-de-pau como vocês". A cobrança do grupo é legítima, claro. Trabalhador tem que receber tudo que foi acordado, independentemente do empregador e sua condição econômica. Agora, o torcedor, esse eterno apaixonado, também tem direitos. O principal é ir ao estádio ver um time, não um bando.
Repetir que a equipe atual é fraquíssima beira o lugar-comum. Ninguém, em sã consciência, crava o alvinegro como candidato ao título ou, sequer, a lutar por uma vaguinha na Libertadores. É sentimento consensual: escapar do rebaixamento terá a dimensão da conquista de um troféu. Agora, para chegar a objetivo tão miserável, o mínimo que se espera dos atletas é demonstração de raça e uma dose que seja de organização. Talvez a mesma que eles empregam para reivindicar publicamente, no gramado, diante do maior rival e sua torcida costumeiramente mais volumosa, o que têm, sim, a embolsar.
No primeiro tempo, principalmente, o que se viu foi um triste espetáculo de horrores. Um aglomerado de perdidos. Nosso maior expoente, Jefferson, o goleiro, tarja de capitão no braço, não é muralha intransponível. Faz lá seus milagres, tenta organizar a defesa, dá chutões - muitos desnecessários -, bate as mãos nas coxas em sinal de descontentamento e grita a cada brecha escancarada no miolo de zaga. Edílson oscila entre importante opção no chute longo e um destempero tão habitual quanto irritante, que vários prejuízos já causou em partidas fundamentais. A zaga se estrebucha, a lateral esquerda se enrola.
Um meio de campo, já povoado por craques do naipe de Didi e Gérson, padece com a mediocridade de Airton. Gabriel corre de um lado a outro, feito enceradeira desgovernada no meio da sala. Bolatti faz um golzinho aqui, outro ali, e só. Não honra, sequer, a tradicional fibra argentina. O cérebro atende pelo nome de Carlos Alberto, jovem ex-jogador em atividade que só poderia mesmo encontrar abrigo num clube tão acéfalo quanto o atual Botafogo. Na frente o carequinha Emerson, apelidado "Sheik", briga sozinho. E o centroavante é Yuri Mamute, apresentado como Yuri Souza na camisa. Como falta identidade!
Atônito, Vagner Mancini ao menos faz da sinceridade quase um lema. Não promete o que tem certeza não poder cumprir. Pede raça, esforço, dedicação. Coitado, é o menos culpado. Merece aplausos pelo fato de ter encarado a empreitada. Não é qualquer um que, nas circunstâncias de momento, aceita dirigir um grupo paupérrimo em técnica e qualidade. E pior: com dívidas imensas e quase inacreditáveis a serem ressarcidas num prazo que ninguém no clube ousa apontar mais qual será. Ele, além de treinador, parece ser uma espécie de psicólogo: mostra compreender a situação, dá explicações realistas e não engana.
Sobre a diretoria, o que se vê são humilhantes e infelizes declarações de quem não teve uma gota de competência administrativa - salvo melhora evidente nas categorias de base e certa organização patrimonial. Dizer que pode abandonar o Campeonato Brasileiro é o reconhecimento público de uma gestão caótica, que herdou sérios problemas e conseguiu multiplicá-los. Resta esperança na aprovação de leis de refinanciamento dos enormes débitos. Melancólico quando a salvação pousa no inexistente. Só resta rezar para o ano acabar. De preferência, ainda na primeira divisão. Milagres acontecem. Torçamos!
Repetir que a equipe atual é fraquíssima beira o lugar-comum. Ninguém, em sã consciência, crava o alvinegro como candidato ao título ou, sequer, a lutar por uma vaguinha na Libertadores. É sentimento consensual: escapar do rebaixamento terá a dimensão da conquista de um troféu. Agora, para chegar a objetivo tão miserável, o mínimo que se espera dos atletas é demonstração de raça e uma dose que seja de organização. Talvez a mesma que eles empregam para reivindicar publicamente, no gramado, diante do maior rival e sua torcida costumeiramente mais volumosa, o que têm, sim, a embolsar.
No primeiro tempo, principalmente, o que se viu foi um triste espetáculo de horrores. Um aglomerado de perdidos. Nosso maior expoente, Jefferson, o goleiro, tarja de capitão no braço, não é muralha intransponível. Faz lá seus milagres, tenta organizar a defesa, dá chutões - muitos desnecessários -, bate as mãos nas coxas em sinal de descontentamento e grita a cada brecha escancarada no miolo de zaga. Edílson oscila entre importante opção no chute longo e um destempero tão habitual quanto irritante, que vários prejuízos já causou em partidas fundamentais. A zaga se estrebucha, a lateral esquerda se enrola.
Um meio de campo, já povoado por craques do naipe de Didi e Gérson, padece com a mediocridade de Airton. Gabriel corre de um lado a outro, feito enceradeira desgovernada no meio da sala. Bolatti faz um golzinho aqui, outro ali, e só. Não honra, sequer, a tradicional fibra argentina. O cérebro atende pelo nome de Carlos Alberto, jovem ex-jogador em atividade que só poderia mesmo encontrar abrigo num clube tão acéfalo quanto o atual Botafogo. Na frente o carequinha Emerson, apelidado "Sheik", briga sozinho. E o centroavante é Yuri Mamute, apresentado como Yuri Souza na camisa. Como falta identidade!
Atônito, Vagner Mancini ao menos faz da sinceridade quase um lema. Não promete o que tem certeza não poder cumprir. Pede raça, esforço, dedicação. Coitado, é o menos culpado. Merece aplausos pelo fato de ter encarado a empreitada. Não é qualquer um que, nas circunstâncias de momento, aceita dirigir um grupo paupérrimo em técnica e qualidade. E pior: com dívidas imensas e quase inacreditáveis a serem ressarcidas num prazo que ninguém no clube ousa apontar mais qual será. Ele, além de treinador, parece ser uma espécie de psicólogo: mostra compreender a situação, dá explicações realistas e não engana.
Sobre a diretoria, o que se vê são humilhantes e infelizes declarações de quem não teve uma gota de competência administrativa - salvo melhora evidente nas categorias de base e certa organização patrimonial. Dizer que pode abandonar o Campeonato Brasileiro é o reconhecimento público de uma gestão caótica, que herdou sérios problemas e conseguiu multiplicá-los. Resta esperança na aprovação de leis de refinanciamento dos enormes débitos. Melancólico quando a salvação pousa no inexistente. Só resta rezar para o ano acabar. De preferência, ainda na primeira divisão. Milagres acontecem. Torçamos!
domingo, 27 de julho de 2014
Desisti do Botafogo
Venho, por meio deste, comunicar que eu desisto do Botafogo. Não agüento mais sofrer. Não posso mais enganar minha filha, escondendo as derrotas dela. A equipe não me dá motivos para discutir com os torcedores dos times adversários. A diretoria nos envergonha. Meu pai me pergunta se eu quero que o time caia. Eu respondo que quero que o clube acabe. Enfim, ao mesmo tempo, comunico que, a não ser que o Botafogo vença o líder do campeonato na próxima partida, este blog encerrará suas atividades.
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Edílson Ídolo!
Ele ficou de fora dos dois últimos jogos do Botafogo, exatamente os dois que aconteceram na volta do Brasileirão depois da Copa. Um por ter levado o terceiro cartão amarelo e outro pela suspensão numa confusão no jogo contra o Grêmio.
Edílson
agora volta num momento crucial para o Botafogo no campeonato, um jogo difícil,
clássico, contra o arqui-rival Flamengo, que vem numa fase ruim, mas motivado
pela estreia de um novo técnico.
O
lateral-direito, que deverá jogar no meio campo, e que chegou a ser a terceira
opção no time, se firmou na equipe e hoje é considerado um dos grandes trunfos
do Botafogo.
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