segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Foi na fé!
Antes que Cássio me cobre, vou logo dizendo que cumprirei a promessa de caminhar até Santa Cruz, onde está localizada a Igreja de Santa Rita de Cássia, de quem a mãe de Cássio, a querida dona Euzy Peixoto, duas vezes candidata a prefeita de Campos, é devota e que inspirou o nome do nosso amigo botafoguense. Pois que em 2009, Cássio recorreu à Santa, conhecida por atender causas impossíveis; e com ajuda dela e do endiabrado Jóbson nos livramos do rebaixamento. De quebra, faturamos o título do Campeonato Carioca de 2010. E a promessa foi cumprida por Cássio, Álvaro Marcos e Fabiano Seixas, o "Sepé". Eu furei pois no dia posterior ao marcado para cumprir a promessa, tinha uma prova de concurso e fiquei receioso de prejudicar a minha preparação.
Mas em 2014 prometo que vou sim a pé até Santa Cruz, como Cássio pediu. Em 2010, o 22 de maio, data em que é comemorado o dia de Santa Rita de Cássia, caiu num sábado, o que facilitou a peregrinação. Em 2014, cairá numa quinta-feira. Vamos ver o que faremos para nos adequar às atividades diárias. Um motivo a mais para agradecer à Santa Rita de Cássia é que descobri que a Santa das Causas Impossíveis é Padroeira do Santos. Isto mesmo. Logo o time de São Paulo que tem nome genérico e que poderia ser de qualquer Santo, é devoto logo de Santa Rita de Cássia. E se não fosse o Santos, o Botafogo não estaria na Libertadores. Não bastava ao Botafogo a vitória sobre o Criciúma, que aconteceu. Mas, numa combinação de resultados, o Santos também venceu o Goiás e mantivemos o sonho da classificação à principal competição continental.
Devemos muito também à Nossa Senhora da Conceição, a quem o Botafogo foi consagrado no dia da fusão do Botafogo de Futebol com o Botafogo de Regatas, dia 8 de dezembro de 1942, dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Portugal. Foi também num dia 8 de dezembro que a sede de General Severiano foi devolvida ao Botafogo, em 1995. Dias depois fomos campeões brasileiros. E calhou de a última rodada do Brasileirão 2013 cair no dia 8 de dezembro. Não à toa eu estava tão confiante da classificação, mesmo diante da incredulidade do meu pai, que achava quase impossível dar tudo certo. Ainda teríamos de esperar mais três dias pela final da Copa Sul-Americana. Não poderia a Ponte Preta, Macaca Velha, depois de mais de 100 anos de tradição em amarelar em finais, dar o ar da graça logo quando o Botafogo precisava que o Lanús no fim do túnel não se apagasse.
Foi aí que estrela brilhou. Lá do céu, Nilton Santos, morto recentemente; Armando Nogueira, Garrincha, Didi, Heleno de Freitas, João Saldanha, Sandro Moreyra, Carlito Rocha, Biriba e outros botafoguenses históricos, rezaram por e para nós. E Deus quis. Agora ficamos sabendo que lá do alto, passando pelo time equatoriano, teremos pela frente o time do Papa. Isto mesmo. O San Lorenzo da Argentina, para o qual torce o Papa Francisco, será nosso primeiro adversário em casa na fase de grupos. Será uma tarefa árdua vencer os pedidos de Homem tão próximo do Senhor. Mas o Botafogo é forte. Jesus, o Libertador, sofreu como sofremos nós torcedores deste clube ao mesmo tempo Glorioso e cheio de estigmas. Não podes perder, perder para ninguém. Botafogo, Botafogo, é chegada a sua hora. Vamos com fé. Que a vitória vem para quem luta.
Wesley Machado
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Botafogo enfrenta o Deportivo Quito na altitude do Equador na 1ª fase da Libertadores
O Botafogo enfrentará o Deportivo Quito, na altitude do Equador, na 1ª fase da Libertadores, provavelmente no dia 29 de janeiro. A definição aconteceu na madrugada desta sexta-feira (13) em cerimônia da Conmebol em Assunção, Paraguai. O Botafogo fará a 2ª partida em casa, provavelmente no dia 5 de fevereiro. Passando para a fase de grupos, o Botafogo cai no grupo 2, que tem o Unión Española, do Chile; O Independente José Terán, do Equador; e o campeão argentino, que será definido neste final de semana, ou no mais tardar, na quarta-feira da semana que vem, podendo ser o Lanús, que até então foi nosso co-irmão; ou o San Lorenzo, o time do Papa.
Wesley Machado
Wesley Machado
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Obrigado, Lanús!
Ih! Libertadores, qualquer dia tamo aê!
Ainda não estou acreditando!
Não caiu a ficha!
Wesley Machado
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Botafogo empresta goleiro Andrey ao Bangu
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| Foto: Patrick Szymshek/Lancepress! |
Ele se juntará ao também ex-jogador do Botafogo, o goleiro Luís Guilherme, que integrou as seleções de base e teve passagens pelo Arsenal e pelo Manchester City, na Inglaterra; e pelo Lyon da França. Luís Guilherme também esteve emprestado ao Boavista, onde se destacou em 2012 ao fazer belas defesas no amistoso contra o time montado para ajudar Túlio a fazer o milésimo gol.
Wesley Machado
Pílulas de amenidades para aliviar a tensão
Lembrando que além da final da Sul-Americana nesta quarta, às 21h50 de Brasília ("Há um Lanús no fim do túnel!"), na quinta está previsto o anúncio do novo técnico e o sorteio dos grupos da Libertadores. Vamos lá!
Clarice Lispector morreu um dia antes de nascer. Isto mesmo que você está lendo. A escritora ucraniana radicada no Brasil completaria nesta terça-feira (10/12), 93 anos, se estivesse viva. O curioso é que Clarice Lispector morreu no dia 9 de dezembro de 1977, um dia antes de comemorar o aniversário de 57 anos. Para ela: “Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem”. Para mim Deus é o Sol. Por isso não podemos chegar perto Dele.
Nascida Haia (Vida), naturalizou-se brasileira e virou Clarice. Morou no Recife e no Rio de Janeiro. Na antiga capital federal, escreveu para o jornal Correio da Manhã uma seção feminina, na qual usou o pseudônimo Helen Palmer, que tem rendido uma série no Fantástico intitulada Correio Feminino, aliás muito bem dirigida pelo inovador Luiz Fernando Carvalho, com um visual colorido, câmera movimentada e o texto, como não podia deixar de ser, primoroso. Além, é claro, da boa e surpreendente interpretação da bela Luiza Brunet, que caiu muito bem no papel. Mas por que falar de Clarice Lispector num Blog sobre o Botafogo? Simplesmente porque ela era declarada botafoguense. Numa crônica que escreveu para o Jornal do Brasil (JB) – extinto no impresso, agora só on-line – e que foi publicado no dia 30 de março de 1968, Clarice fala sobre seu amor ao time da estrela solitária.
O texto é uma resposta a uma provocação do também botafoguense, o poeta Armando Nogueira, que afirmou que trocaria uma vitória do seu time por uma crônica de Clarice Lispector sobre futebol. No que Clarice respondeu com a crônica: ““Armando Nogueira, futebol e eu, coitada”, cujos trechos você caro leito confere a seguir:
“(...) Deixe eu lhe contar minhas relações com futebol, que justificam o coitada do título. Sou Botafogo, o que já começa por ser um pequeno drama que não torno maior porque sempre procuro reter, como as rédeas de um cavalo, minha tendência ao excessivo. É o seguinte: não me é fácil tomar partido em futebol – mas como poderia eu me isentar a tal ponto da vida do Brasil? – porque tenho um filho Botafogo e outro Flamengo. E sinto que estou traindo o filho Flamengo. Embora a culpa não seja toda minha, e aí vem uma queixa contra meu filho: ele também era Botafogo, e sem mais nem menos, talvez só para agradar o pai, resolveu um dia passar para o Flamengo. Já então era tarde demais para eu resolver, mesmo com esforço, não ser de nenhum partido: eu tinha me dado toda ao Botafogo, inclusive dado a ele minha ignorância apaixonada por futebol. Digo “ignorância apaixonada” porque sinto que eu poderia vir um dia apaixonadamente a entender de futebol.
E agora vou contar o pior: fora as vezes que vi por televisão, só assisti a um jogo de futebol na vida, quero dizer, de corpo presente. Sinto que isso é tão errado como se eu fosse uma brasileira errada.
O jogo qual era? Sei que era Botafogo, mas não me lembro contra quem. Quem estava comigo não despregava os olhos do campo, como eu, mas entendia tudo. E eu de vez em quando, mesmo sentindo que estava incomodando, não me continha e fazia perguntas. As quais eram respondidas com a maior pressa e resumo para eu não continuar a interromper.
Não, não imagine que vou dizer que futebol é um verdadeiro balé. Lembrou-me foi uma luta entre vida e morte, como de gladiadores. E eu – provavelmente coitada de novo – tinha a impressão de que a luta só não saía das regras do jogo e se tornava sangrenta porque um juiz vigiava, não deixava, e mandaria para fora de campo quem como eu faria, se jogasse (!). Bem, por mais amor que eu tivesse por futebol, jamais me ocorreria jogar...Ia preferir balé mesmo. Mas futebol parecer-se com balé? O futebol tem uma beleza própria dos movimentos que não precisa de comparações.
Quanto a assistir por televisão, meu filho botafoguense assiste comigo. E quando faço perguntas, provavelmente bem tolas como leiga que sou, ele responde com uma mistura de impaciência piedosa que se transforma depois em paciência quase mal controlada, e alguma ternura pela mãe que, se sabe outras coisas, é obrigada a valer-se do filho para essas lições. Também ele responde bem rápido, para não perder os lances do jogo. E se continuo de vez em quando a perguntar, termina dizendo embora sem cólera: ah, mamãe, você não entende mesmo disso, não adianta (...) ”.
Clarice termina o texto, que também pode ser lido no livro “A descoberta do mundo” (Editora Rocco, 1984), devolvendo o desafio a Armando Nogueira, sugerindo que ele escrevesse sobre a vida.
Aliás, Clarice tinha uma relação com a morte. Em um poema, outro (salvo engano) botafoguense, João Cabral de Melo Neto, conta que Clarice ao ouvir uma conversa de algumas pessoas, homens em sua maioria, sobre futebol, teria dito, coisa do tipo: “Vamos deixar de falar de futebol e vamos falar da morte”.
Talvez por isso, ela tenha morrido um dia antes de comemorar aniversário. Ela que tem como livro mais famoso, “A Hora da Estrela”, mais uma obsessão da escritora, a estrela, que aparece em outros textos, como na citação no início deste, e que pode muito bem ser uma referência ao seu clube do coração.
Wesley Machado
Clarice Lispector morreu um dia antes de nascer. Isto mesmo que você está lendo. A escritora ucraniana radicada no Brasil completaria nesta terça-feira (10/12), 93 anos, se estivesse viva. O curioso é que Clarice Lispector morreu no dia 9 de dezembro de 1977, um dia antes de comemorar o aniversário de 57 anos. Para ela: “Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem”. Para mim Deus é o Sol. Por isso não podemos chegar perto Dele.
Nascida Haia (Vida), naturalizou-se brasileira e virou Clarice. Morou no Recife e no Rio de Janeiro. Na antiga capital federal, escreveu para o jornal Correio da Manhã uma seção feminina, na qual usou o pseudônimo Helen Palmer, que tem rendido uma série no Fantástico intitulada Correio Feminino, aliás muito bem dirigida pelo inovador Luiz Fernando Carvalho, com um visual colorido, câmera movimentada e o texto, como não podia deixar de ser, primoroso. Além, é claro, da boa e surpreendente interpretação da bela Luiza Brunet, que caiu muito bem no papel. Mas por que falar de Clarice Lispector num Blog sobre o Botafogo? Simplesmente porque ela era declarada botafoguense. Numa crônica que escreveu para o Jornal do Brasil (JB) – extinto no impresso, agora só on-line – e que foi publicado no dia 30 de março de 1968, Clarice fala sobre seu amor ao time da estrela solitária.
Clarice Lispector, a antepenúltima em pé da esquerda para a direita, faz parte da seleção de artistas botafoguenses. (Imagem ilustrativa inclusa no livro "Botafogo - Entre o Céu e o Inferno", de Sérgio Augusto)
O texto é uma resposta a uma provocação do também botafoguense, o poeta Armando Nogueira, que afirmou que trocaria uma vitória do seu time por uma crônica de Clarice Lispector sobre futebol. No que Clarice respondeu com a crônica: ““Armando Nogueira, futebol e eu, coitada”, cujos trechos você caro leito confere a seguir:
“(...) Deixe eu lhe contar minhas relações com futebol, que justificam o coitada do título. Sou Botafogo, o que já começa por ser um pequeno drama que não torno maior porque sempre procuro reter, como as rédeas de um cavalo, minha tendência ao excessivo. É o seguinte: não me é fácil tomar partido em futebol – mas como poderia eu me isentar a tal ponto da vida do Brasil? – porque tenho um filho Botafogo e outro Flamengo. E sinto que estou traindo o filho Flamengo. Embora a culpa não seja toda minha, e aí vem uma queixa contra meu filho: ele também era Botafogo, e sem mais nem menos, talvez só para agradar o pai, resolveu um dia passar para o Flamengo. Já então era tarde demais para eu resolver, mesmo com esforço, não ser de nenhum partido: eu tinha me dado toda ao Botafogo, inclusive dado a ele minha ignorância apaixonada por futebol. Digo “ignorância apaixonada” porque sinto que eu poderia vir um dia apaixonadamente a entender de futebol.
E agora vou contar o pior: fora as vezes que vi por televisão, só assisti a um jogo de futebol na vida, quero dizer, de corpo presente. Sinto que isso é tão errado como se eu fosse uma brasileira errada.
O jogo qual era? Sei que era Botafogo, mas não me lembro contra quem. Quem estava comigo não despregava os olhos do campo, como eu, mas entendia tudo. E eu de vez em quando, mesmo sentindo que estava incomodando, não me continha e fazia perguntas. As quais eram respondidas com a maior pressa e resumo para eu não continuar a interromper.
Não, não imagine que vou dizer que futebol é um verdadeiro balé. Lembrou-me foi uma luta entre vida e morte, como de gladiadores. E eu – provavelmente coitada de novo – tinha a impressão de que a luta só não saía das regras do jogo e se tornava sangrenta porque um juiz vigiava, não deixava, e mandaria para fora de campo quem como eu faria, se jogasse (!). Bem, por mais amor que eu tivesse por futebol, jamais me ocorreria jogar...Ia preferir balé mesmo. Mas futebol parecer-se com balé? O futebol tem uma beleza própria dos movimentos que não precisa de comparações.
Quanto a assistir por televisão, meu filho botafoguense assiste comigo. E quando faço perguntas, provavelmente bem tolas como leiga que sou, ele responde com uma mistura de impaciência piedosa que se transforma depois em paciência quase mal controlada, e alguma ternura pela mãe que, se sabe outras coisas, é obrigada a valer-se do filho para essas lições. Também ele responde bem rápido, para não perder os lances do jogo. E se continuo de vez em quando a perguntar, termina dizendo embora sem cólera: ah, mamãe, você não entende mesmo disso, não adianta (...) ”.
Clarice termina o texto, que também pode ser lido no livro “A descoberta do mundo” (Editora Rocco, 1984), devolvendo o desafio a Armando Nogueira, sugerindo que ele escrevesse sobre a vida.
Aliás, Clarice tinha uma relação com a morte. Em um poema, outro (salvo engano) botafoguense, João Cabral de Melo Neto, conta que Clarice ao ouvir uma conversa de algumas pessoas, homens em sua maioria, sobre futebol, teria dito, coisa do tipo: “Vamos deixar de falar de futebol e vamos falar da morte”.
Talvez por isso, ela tenha morrido um dia antes de comemorar aniversário. Ela que tem como livro mais famoso, “A Hora da Estrela”, mais uma obsessão da escritora, a estrela, que aparece em outros textos, como na citação no início deste, e que pode muito bem ser uma referência ao seu clube do coração.
Wesley Machado
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Botafogo anuncia saída de Oswaldo
Em nota oficial, o Botafogo anunciou no fim da tarde desta segunda-feira (9) a saída do técnico Oswaldo de Oliveira do clube. Confira a nota:
"O Botafogo de Futebol e Regatas comunica que, em consenso entre as partes, Oswaldo de Oliveira não será o treinador do clube na temporada de 2014. A diretoria alvinegra esteve reunida na manhã desta segunda-feira, em General Severiano, e anunciará em breve o novo técnico.
Oswaldo de Oliveira comandou o time do Botafogo durante dois anos. No total, foram 133 jogos, com 64 vitórias, 38 empates e 31 derrotas. O técnico foi campeão carioca em 2013 e alcançou a quarta posição no Campeonato Brasileiro, além de colaborar na formação de jovens atletas.
O Botafogo agradece a Oswaldo pelos serviços prestados e deseja sorte em seus futuros desafios."
Com informações do site oficial do Botafogo.
Postado por Wesley Machado.
"O Botafogo de Futebol e Regatas comunica que, em consenso entre as partes, Oswaldo de Oliveira não será o treinador do clube na temporada de 2014. A diretoria alvinegra esteve reunida na manhã desta segunda-feira, em General Severiano, e anunciará em breve o novo técnico.
Oswaldo de Oliveira comandou o time do Botafogo durante dois anos. No total, foram 133 jogos, com 64 vitórias, 38 empates e 31 derrotas. O técnico foi campeão carioca em 2013 e alcançou a quarta posição no Campeonato Brasileiro, além de colaborar na formação de jovens atletas.
O Botafogo agradece a Oswaldo pelos serviços prestados e deseja sorte em seus futuros desafios."
Com informações do site oficial do Botafogo.
Postado por Wesley Machado.
Ainda não acabou mas estamos quase lá
O campeonato ainda não acabou para o Botafogo. O time fez sua parte e muito bem. E manteve vivo o sonho de disputar a Libertadores. Claro que o ideal seria estarmos disputando o título, como estávamos até certa rodada do Brasileirão, mas como disse a torcida em razão das circunstâncias, a Libertadores virou obrigação. Quem sabe não fazemos igual ao Atlético Mineiro, que depois de anos sem disputar a principal competição continental, se sagrou campeão.
Mas antes temos de secar a Ponte Preta quarta-feira na Argentina. A Ponte tem um histórico desfavorável. Foi vice-campeã várias vezes do Paulista. Não é possível que será agora que quebrará o encanto. Uma coisas destas não pode acontecer ao Botafogo, que merece a vaga na Liberta. É muito mais time que a Ponte, que não é à toa que caiu no Brasileiro.
O Lanús é um time cascudo, vem bem na temporada e tem o Santiago, carrasco do Fluminense, que perdeu um gol incrível na 1ª partida, que terminou empatada em 1 a 1. E se a Ponte tem um histórico desfavorável, o Lanús já foi campeão da antiga Conmebol.
Ao saber que se o jogo terminar empatado vai para a prorrogação – na final da Sul-Americana não tem saldo qualificado – fiquei mais tranqüilo. Porque se fosse direto para os pênaltis era perigoso. Na prorrogação, vai vencer o time que tiver mais condições físicas. E or argentinos são sempre determinados neste quesito.
Quanto ao jogo de ontem, destaco o show da torcida, que impressionou o técnico Oswaldo do Oliveira, que na entrevista após o jogo disse que se surpreendeu quando entrou em campo. Se torcida não ganha jogo, é certo que a presença maciça de torcedores no estádio motiva os jogadores a fazerem uma partida melhor. E isto pôde ser visto na vontade de Lodeiro, que sejamos justos, nunca deixou de se dedicar, na bela partida do Júlio César. E na alegria de Seedorf, que salvo engano fez seu primeiro gol de cabeça pelo Botafogo.
Dá-lhe Fogão
Dá-lhe Fogão
Ô, ô
Quero ver gol, comemorar
Laiá
Hoje é dia de alegria
O Botafogo vai ganhar
(BIS)
O jogo vai começar
Quero ver raça e amor
Não pode ter bola perdida
Honrem a camisa e o torcedor
(BIS)
***
Botafogo, Botafogo
Orgulho do meu coração
Botafogo, Botafogo
É lindo te ver campeão
(BIS)
O meu time tem história
Títulos e tradição
É o clube que mais cedeu
Jogadores à Seleção
No Bi-campeonato Mundial
A base era o meu Fogão
E no Tri lá no México
O artilheiro foi Jair Furacão
Botafogo, Botafogo
Orgulho do meu coração
Botafogo, Botafogo
É lindo te ver campeão
(BIS)
20 vezes campeão carioca
Tem dois títulos brasileiros
Campeão sul-americano
De torneios no mundo inteiro
Esse é o meu Glorioso
Alvinegro vencedor
Tua estrela solitária
Ilumina o nosso amor
Botafogo, Botafogo
Orgulho do meu coração
Botafogo, Botafogo
É lindo te ver campeão
(BIS)
Por Wesley Machado
Fotos: Bruno de Lima/ LANCE!Press
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